8 marcas próprias de sergipe para conhecer

8.2.17

Hello, Antenas!
Quem vê Sergipe e seu tamanho, nem imagina que por aqui estão surgindo muitos novos empreendedores com suas próprias marcas, mostrando que tamanho não é documento e que também temos coisas boas sim. Tem muitas coisas legais, diferentes e que podem ser compradas por rede social ou loja online. Mandei algumas perguntas para os donos/idealizadores das lojas, com o intuito de saber mais sobre elas, sendo as perguntas: 1º O que te inspirou a fazer a loja?, 2º Como tudo começou?, 3º Qual a imagem que a loja quer passar? e 4º Tem alguma meta para ela?. Continua lendo que ta arretado de bom.

BRUNA BRANDÃO

1° - Minha inspiração surgiu da necessidade de pôr para fora toda essa coisa que carrego dentro de mim, tornar a minha arte o meu ofício, fazer dela não só um instrumento de realização pessoal e emocional, mas também, de realização profissional e financeira. Para isso, expor a minha arte de forma que ela pudesse chegar até o maior número de pessoas possível, seria necessário. Que as peças que crio pudessem ser vistas e compartilhadas com pessoas de qualquer lugar desse mundão! Foi com esta intenção que surgiu a ideia de comercialização, de torná-las um produto de consumo, daí nasceu a loja virtual.
2° - Difícil falar de como tudo começou porque desde muito pequenina sempre me interessei bastante por trabalhos manuais. Sempre foi algo que me encantava e prendia a minha atenção. Minha vó sempre costurava e eu gostava de aprender e de ficar observando. Fazia roupas e acessórios para minhas bonecas. Tive umas babás que faziam trabalhos de cama, mesa e banho com bordados, bicos, etc. Eu era muito pequena, mas pedia para que me ensinassem (e aprendia) e ficava ao lado da pessoa observando o movimento das mãos, a delicadeza, a minuciosidade dos detalhes. Quando adolescente, comecei a fazer algumas coisinhas para mim, e, inclusive, bolsas de tecido, para complementar minha renda (porque gostava da sensação de independência de ter meu dinheirinho rsrs). Depois, já na faculdade de Ciências Sociais, em momentos de crise com o curso, comecei a resgatar o pouco conhecimento que havia adquirido ao longo dos anos, e, também, fui experimentando coisas novas. Dessas experiências surgiram os trabalhos com o couro.
3° - A marca traz um trabalho todo confeccionado através dos movimentos das mãos, com uma mistura bem boêmia, que busca unir a atmosfera do clima rural com a atmosfera do clima urbano,  trazendo a simplicidade e exclusividade da peça artesanal mesclada à uma atmosfera de atitude e sofisticação. 
Faz um casamento entre organicidade, memória, urbanidades e tradição. 
Cada item é uma obra de arte e design únicos, feitos com a intenção de trazer total exclusividade ao cliente, assim, cada peça é um tesouro!
As peças são feitas à mão, cheias de história, cultura e amor!
4° - A minha meta é aperfeiçoar cada vez mais o meu trabalho com a marca, tornar esse sonhos cada vez mais real e possível em termos de mercado e consumo. Além disso, em breve espero estar lançando também peças para vestuário, dentro desta esfera da exclusividade, organicidade e sofisticação na qual a marca busca atuar.
Média de preço: R$ 100,00 a R$ 600,00.

CASA DO CACETE

1º - Inspirados pelos frutos do projeto Arte Naturalista, no qual passamos por uma seleção onde tinham 97 participantes, 20 deles foram selecionados, terminando assim com 7. Três deles sonhavam em abrir uma marca relacionada ao projeto, onde de algum modo dessem continuidade a esse objetivos.
2º - A Casa do Cacete foi fruto do projeto Arte Naturalista, uma ação de economia criativa e educação ambiental desenvolvida pelo IPTI - Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação.
Essa paixão pelo desenho fez com que surgisse uma  parceria empreendedora no mundo da moda, a Morena Rosa marca, que dentre tantas outras, enxergou o processo de continuidade e legado que o IPTI procurava. Com a parceria formada no segundo semestre de 2015, os quatros ilustradores da casa do cacete fizeram desenhos que estamparão as peças da coleção de inverno 2017 da marca.
Ainda em 2015 ganhamos o prêmio de inovação comunitária, também chamado de OP (Outra Parada) patrocinado pela Brazil Foundation. O prêmio, que apóia iniciativas informais apadrinhadas por intituições parceiras, como o IPTI, permitiu que a  nossa proposta de montar uma estamparia básica em silk creem para produção de camisetas abordando a estética do manguezal se tornasse real, a partir daí a parceria com o instituto Morena Rosa se tornou ainda mais forte. A marca levou até Santa Luzia do Itanhy o workshop de design de moda e estamparia. Os designers ministraram durante cinco finais de semanas oficinas para os ilustradores e para a comunidade do povoado.
Além da doação de telas, tintas e matérias para o inicio de um sonho ilustrado em camisetas.
Tudo isso permitiu que a  nossa vontade de levar os elementos da cultura da nossa casa para o mundo através da moda se tornassem reais.
O nosso nome, à propósito, não poderia ser mais hiperbólico que isso: aqui em Sergipe falamos " casa do cacete" como algo que é muito distante, muito longe, difícil de chegar. A nosso identidade visual, uma logo extraída da flor Clitorea Ternatea, presente no manguezal. É isso, estamos aqui e é exatamente onde surge arte: da casa do cacete para o mundo.
3° - De ser uma marca global de produtos de design que promovam a preservação do ecossistema manguezal e o desenvolvimento social e econômico de Santa Luzia do Itanhy.
4º - Entre várias a principal é permanecer em crescimento, e que possamos achar outras parcerias que aumentam nossa visibilidade. 
Média de preço: R$ 89,00.

CHÁ DE FITA

1,2º - A loja cresceu de forma orgânica, eu comecei a fazer minhas próprias camisetas a mão e os meus amigos gostaram e pediram algumas encomendas, depois fui aprendendo como as estamparias trabalhavam e resolvi aprender silkscreen pela internet. Conheci Alan Britto, artista da terra, que me deu alguns desenhos para eu começar a marca e Sylvio Marcello, outro amigo, investiu do próprio dinheiro para começarmos a empresa. A partir daí surgiu a Chá de Fita.
3º - A loja quer passar uma imagem de estilo e originalidade, fazer o cliente se sentir bem vestindo a marca, além de querer que eles se tornem nossos amigos. Nosso relacionamento é focado nisso.
4º - A nossa meta é nos tornar a maior autoridade no nosso nicho de mercado que é o de camisetas alternativas
Média de preço: R$ 25 a R$ 155.

ILUSTRAMOR

1º - Sempre tive vontade de criar uma marca, então pensei em algo que suprisse a minha necessidade de fazer algo diferente e que tivesse impacto na minha vida e na vida das pessoas. Foi aí que surgiu a ideia de uma marca de t-shirts estampadas. Porém, já existiam muitas marcas de camisetas estampadas, mas comecei a observar que as estampas eram muitas vezes iguais/cópias ou bem parecidas. Então estabeleci que o diferencial da minha marca seriam estampas exclusivas, feitas à mão por ilustradores.
2º - Já estava na minha cabeça a ideia de criar uma marca de t-shirts, mas ainda não sabia qual seria o conceito, como gosto muito de ilustrações, letterings, etc, pensei em seguir essa linha. Eu queria algo muito bom e bem profissional, então através do instagram conheci diversos ilustradores e escolhi alguns para que fizessem as estampas, que são desenvolvidas através de um moodboard que disponibilizo para juntos criarmos a coleção.
3º - A imagem de uma marca cool, moderna e divertida.
4º - A meta era diversificar os produtos e já consegui, aos poucos quero ir introduzindo mais peças diferentes no vestuário também. A  outra meta é a de ter um ponto de venda físico. 
Média de preço: R$ 29,00 a R$ 459,00.

JER STREET WEAR

1º - Meu começo nessa área urbana foi através do universo sneakerhead, onde existe um culto ao calçado e uma forma de consumo colecionista. Esse ambiente me fez enxergar um núcleo cultural urbano que determina várias situações no vestuário atual.
2º - O estalo para a montagem da marca foi quando um amigo, hoje sócio, detentor de uma loja de tecidos na cidade fez uma shirt e me apresentou. E nisso, percebemos um potencial para construir uma Label em cima daquela mera commodity (matéria-prima). Eu lembro até hoje. Era uma shirt camuflada com alguns patchs militares.
3º - A imagem de marca é uma moda urbana, contemporânea e altamente conceitual. Denominamos de streetwear vanguardista e cosmopolita que transita por qualquer rua, viela ou avenida. Sempre ressaltamos que escrever uma coleção única é o nosso forte, pois cria um ambiente genuíno, nunca antes visto. Fazendo com o que o consumir se deslumbre, gerando uma identificação imediata. Logo, a compra é efetuada.
4º - A meta por agora é colar células em São Paulo, pois é onde tem a maior concentração de publico para esse gênero de vestuário.
Média de preço: R$ 20,00 a R$ 300,00.

MISSION BRAND

1º - A ideia de criar a Mission surgiu quando me dei conta da escassez de marcas independentes inspiradas no universo gypsy, boho e folk em Aracaju, contrastando com a alta procura desse tipo de material, desde que o estilo ganhou mais visibilidade, no ano de 2013. No ano de 2016, decidi partir para outras vertentes também, desde acessórios rock n roll inspirados nos anos 90 à peças funny, que começaram a surgir no mesmo ano.
2º - Desde muito cedo sou apaixonada por acessórios, mas a loja começou com um leve empurrão das pessoas próximas à mim (ou quase uma queda de paraquedas nesse universo), no natal de 2015 fiz mais de 40 peças encomendadas por amigos e familiares, foi daí que resolvi levar o projeto adiante.
3º - A marca tem como principal objetivo a simbiose da moda e da arte, além de acreditar no poder curativo das pedras e cristais. O boho sintetiza o estilo hippie, o chic, o folk, vintage, étnico e boêmio. Também nos inspiramos na forte relação do rock com a moda para criar acessórios autênticos. Tamanha miscelânea tem como finalidade o bem-estar e o conforto estarem associados à essa relação com a moda. O nosso lema é a despretensão, ousadia e liberdade. Os acessórios são 100% handmade, o que transparece esse ar de comodidade. A mensagem passada é de que cada peça carrega uma bagagem cultural trazida de cada canto do mundo e de cada estilo e mensagem que o cliente deseja passar. 
4º - A meta é expandir a visibilidade da marca para fora da cidade local através do marketing digital, e dar início à confecção de vestuário. Inicialmente, engrenamos na moda praia, mas futuramente pretendemos ampliar para todo o tipo de roupas. 
Média de preço: R$ 20,00 a R$ 180,00.
Instagram

MORENA

1º - Nós vimos várias ideias sensacionais em camisas e t-shirts que tem um preço absurdo, então queríamos trazer camisas com preços acessíveis para nosso público, com estampa originais e engraçadas, que tragam uma mensagem e que façam parte da personalidade daquele que vai comprar.
2º - Tudo começou com duas amigas cheias de ideias com uma vontade absurda de tentar mudar o mundo, e como isso se fez impossível, decidimos atingir as pessoas com nossas ideias, sejam elas absurdamente simples ou absurdamente exageradas.
3º - Supomos que o primeiro ponto que queremos atingir é a representatividade. Procuramos ao máximo atingir pessoas que não se sintam representadas, embora seja um longo caminho a percorrer, estamos tentando atingir todos. Além disso, nós queremos que as pessoas usem algo que se sintam confortáveis, que saiam de casa sentindo-se bem e poderosos. A imagem que trabalhamos arduamente é que estamos aqui pelo nosso público, para atingi-lo de uma forma menos séria, menos obrigatória. Nós queremos que todos se sintam livres para arrasar por aí.
4º - Nossa meta é que nossos modelos evoluam, sejam cada vez mais criativos e representativos, que nosso público se sinta confortável e ansioso para os próximos lançamentos.

Média de preço: R$ 40,00 e R$ 60,00.

Instagram

PEDRZ

1, 2° - Imagino que a Pedrz começou antes de eu saber que um dia ela existiria haha. Desde os 10 anos eu já fazia acessórios, pra mim e pra minhas colegas da escola. Eram peças simples como pulseiras e colares feitos com miçangas. Sempre fui bastante "desenrolada" com trabalhos manuais, porém, só em 2011 percebi que eu poderia ser uma profissional nessa área que eu tanto amava. Nessa época eu lia muitos blogs de moda, em especial o Man Repeller,  de Leandra Medine. Em um determinado momento ela lançou uma moda de usar várias pulseiras de estilos diferentes juntas, e chamou de "arm party". Eu amei a ideia e quis usar também. Logo pensei: por que não fazer algumas pra mim? Acabei fazendo algumas e minhas amigas quiseram também! A partir daí comecei a participar de bazares e feiras e percebendo cada vez mais o amor que eu tinha por trabalhos manuais e o processo de criação. Comecei incialmente com pulseiras, depois colares e brincos.
3° - A imagem que tento passar é da criatividade e originalidade das peças, mesmo utilizando materiais mais simples. Conchas, pedras, couro e metais. Imagino que morar em Aracaju, uma cidade pequena e difícil de encontrar determinados materiais, em vez de atrapalhar, na verdade ajudou a despertar de todas as formas a minha criatividade. Isso faz com que eu quebre a cabeça para transformar o simples no belo e original.
4° - A partir do momento que você percebe que está fazendo o que ama, começa a pensar em como expandir seu trabalho sem que ele perca a graça e se torne algo estressante. Penso primeiramente em expandir a variedade de produtos, trazendo itens de decoração, e quem sabe no futuro uma loja física, sempre tentando fugir dos padrões dos itens que encontramos usualmente na maioria das lojas.
Média de preço: R$ 20,00 à R$ 79,00.

www.pedrz.com.br/
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Dica para esse carnaval, as lojas Bruna Brandão, Ilustramor e Pedrz estão com tiaras super lindas para quem quer closar nesse carna. Vale super dar uma olhando no insta de cada uma.
Então essas foram as lojas, gostaram? Já conhecem ou amam alguma? 

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